Tendências do varejo pós-pandemia: a nova era comercial

Tendências do varejo pós-pandemia: a nova era comercial

 

Como sua empresa pode se adaptar às mudanças que já são realidade

 

As relações comerciais mudaram drasticamente. Os consumidores mudaram seus hábitos de consumo e como consequência, o comércio precisou se adaptar a essa nova realidade. Os clientes de lojas físicas migraram para os canais de vendas online. Com isso, as empresas precisaram se adaptar aos canais digitais e revolucionar a jornada de compra na retomada da economia. Muitas mudanças estão acontecendo, como o atendimento ao consumidor e as formas de pagamentos. Confira a seguir um panorama sobre as principais tendências do varejo pós-pandemia.

 

Maior valorização do comércio local

Com a pandemia o comércio local e regional passou a ser mais valorizado. Essa tendência do varejo ganhou muito apoio e se fortaleceu.

Colaborar com pequenos negócios é bom para o empreendedor e para o consumidor, que estão contribuindo para a economia e distribuição de renda. A hashtag #compredospequenos foi uma campanha de valorização do comércio local anunciando vouchers e descontos para clientes através de uma plataforma 100% gratuita.  O empreendedor pode divulgar seus produtos em uma página exclusiva.

Essa tendência do varejo começou com a pandemia e segue pós-pandemia. Os comerciantes locais, em sua maioria, passaram a oferecer mais vantagens para o consumidor local, como entrega grátis. Desta forma passaram a fidelizar mais clientes. Essa tendência no varejo veio para ficar.

O Instagram também passou a cooperar disponibilizando o adesivo “Apoie as Pequenas Empresas” ajudando a dar mais visibilidade a negócios locais.

 

Ascenção dos e-commerces

É impossível falar sobre tendências do varejo sem mencionar o quanto o varejo online cresceu durante o período de pandemia. Segundo dados do Compre&Confie, o e-commerce faturou R$ 9,4 bilhões em abril. Um aumento de 81% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ainda de acordo com o levantamento, este total em vendas foi equivalente a 24,5 milhões de compras online, um aumento de 98% em relação ao mesmo período de 2019.

Veja alguns destaques de vendas: instrumentos Musicais (+252,4%), brinquedos (+241,6%), eletrônicos (+169,5%), moda (95,27%); casa/móveis (85,39%), pet (65,56%).

 

O e-commerce já é uma tendência do varejo.

De acordo com uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo 61% de mil entrevistados aumentaram a quantidade de compras no ambiente digital no período de pandemia. E 70% dos entrevistados pretendem continuar comprando online pós a quarentena. Tudo isso porque 78% dos clientes tiveram uma experiência positiva na jornada de compra.

As empresas estão trabalhando cada vez mais para criar uma boa experiência de compra e encantar seus clientes. Para isso acontecer é preciso investir em um atendimento personalizado, agilidade da entrega, mais formas de pagamentos, publicidade, embalagens etc.

 

Dark store já é uma tendência do varejo

Com o crescimento das vendas online muitos lojistas precisam alugar um espaço para armazenar suas mercadorias, fazer a separação e enviar os produtos para os clientes. Diferente dos grandes centros de distribuição que são em locais mais afastados, surgiram as dark stores, que são lojas menores, localizadas em centros urbanos. Estes locais são fechados para o público funcionando apenas pontos de distribuição.

O dark store é muito comum nos EUA, mas vem ganhando força em muitos países em função do crescimento do comércio eletrônico. As grandes empresas varejistas já têm optado por um dark store, uma nova tendência do varejo. A grande vantagem deste modelo de comercialização é otimizar a logística e agilizar a entrega da mercadoria.

 

Self-checkout e autoatendimento

O autopagamento começou antes da pandemia, se fortaleceu durante a pandemia, e já é uma tendência do varejo pós-pandemia. Para o cliente, há muitas vantagens, afinal, as longas filas para pagamentos tira qualquer consumidor do sério. O self-checkout funciona de uma forma bastante simples.

O cliente aproxima o código de barras dos produtos no leitor e após passar todos os produtos, insere o cartão e efetua o pagamento. Para o varejista, também há muitos benefícios.

  • Reduz custos operacionais
  • Rapidez no processo de compra
  • Modernização
  • Mais espaço na loja

Existem outras formas de self-checkout, como os carrinhos de compras inteligentes, que já estão virando tendência. A ideia é bem funcional e várias marcas já colocaram em prática essa ideia e que funciona da seguinte forma:

O carrinho possui equipamentos integrados como conjunto de câmeras, sensores e uma balança. O cliente vai colocando seus produtos no carrinho, enquanto o dispositivo calcula o valor, que é descontado no cartão cadastrado pelo cliente no aplicativo. Muito prático e o cliente não precisa se desgastar nas filas. A tecnologia está revolucionando cada vez mais as formas de comprar e pagar.

 

Omnichannel é tendência do varejo pós-pandemia

Omichannel é o investimento que as empresas têm feito para integrar os canais online e offline objetivando a melhor experiência de compra para o cliente. Os setores de marketing e vendas ficam integrados a partir deste conceito. Essa já é uma tendência do varejo e seguirá firme pós-pandemia. A ideia do Omnichannel é padronizar o atendimento.

Um exemplo de Omichannel é quando o cliente quer comprar um sapato. Ele vai pesquisar as cores, tendências, vai avaliar a loja pela internet. O consumidor vai comprar o sapato pelo ambiente digital.

Se não servir, ou se ele não gostar, ele pode ir trocar por outro modelo na loja física. Durante a pandemia em muitas lojas é possível comprar online e ir retirar o produto em lojas físicas.

 

Meios de pagamentos digitais

Os meios de pagamentos digitais já são uma nova realidade. Essas tendências do varejo vieram para facilitar as transações comerciais, se fortaleceram durante o período de pandemia e continuarão em alta pós-pandemia.

Visto que essas tecnologias estão cada vez mais modernas, eficientes e avançadas. Vejam as principais plataformas digitais de pagamentos.

 

  • Pagamento por aproximação: O uso de cartões ficou ainda mais frequente neste momento de pandemia, havendo também um aumento significativo do pagamento por aproximação. Essa tendência tem se fortalecido cada vez mais no Brasil por ser conveniente, rápida e segura. Este método de pagamento usa a tecnologia NFC (Near Field Communication) que em português significa “comunicação por campo de proximidade”. O cliente não precisa digitar a senha nem colocar o cartão na maquininha, basta aproximar os dois dispositivos que o pagamento é realizado.
  • QR Code: O QR Code já é uma tendência do varejo. Trata-se de um código de barras em imagens que pode ser lido por qualquer dispositivo com câmera. Para o cliente, além de moderno é muito prático, basta apontar a câmera do celular para escanear o código e realizar o pagamento. Além disso, dependendo do aplicativo, o cliente ainda pode receber um cashback e voltar a comprar no seu comércio. Para os comerciantes aderirem, é preciso ter a maquininha que aceite esta tecnologia ou um aplicativo para gerar o código.
  • Link de Pagamento: Essa solução é ideal para quem não tem uma loja virtual ou maquininha de cartão, pois é um link que direciona para uma página de pagamento online (checkout). Essa solução é bem prática para compartilhar o link de pagamento pelas redes sociais como Facebook, Instagram, Twitter e até via WhatsApp e enviar para o cliente pagar o produto. Para gerar um link, basta entrar no sistema da sua operadora de pagamentos e preencher as informações sobre a venda.
  • Pix: Previsto para iniciar em novembro, o Pix é o meio de pagamento instantâneo. Através dessa tecnologia as transferências serão realizadas em até 10 segundos e funcionará 24 horas por dia, todos os dias da semana, pelo celular. O Pix vai baratear o custo das transações financeiras. Para utilizar o Pix, será preciso ter uma conta em banco, instituição de pagamento ou fintech.

Setores que vão continuar em alta

Alguns setores tiveram um resultado muito positivo em vendas, mesmo com toda essa crise. As vendas online cresceram, com destaque para o setor de cursos online, brinquedos, eletrônicos e exercícios em casa. Além de outros setores como, pet, informática, alimentos e setor farmacêutico, que também sofreram menos impacto durante a crise.

Para o momento pós-pandemia, as tendências do varejo que continuarão em alta são as vendas por meio de plataformas digitais. Afinal, as vendas online tiveram um crescimento promissor e permanecerão em alta. O destaque vai para o varejo online de moda feminina, educação digital e entretenimento. Estes setores tendem a continuar com boas vendas pós-pandemia.

Vários setores conseguiram aumentar suas vendas neste período vendendo pela internet, agora o caminho é focar na publicidade online e continuar faturando.

Se você vende online, saiba como divulgar na internet gratuitamente e dê um “up” no seu comércio.

FONTE: www. conciliador.com.br, acesso em 14/10/2020.