Se medidas de auxílio forem ineficazes, queda do PIB brasileiro poderá alcançar 7,3%

O Produto Interno Bruto (PIB) cairá 4,2% em 2020, enquanto o PIB industrial mostrará queda de 3,9%.

 

As quedas ocorrerão se as políticas de auxílio econômico forem suficientes para impedir a insolvência de um número grande de empresas e evitar, de forma significativa, a redução da renda das famílias durante o isolamento social, que começará a ser flexibilizado neste mês de maio.  Mesmo assim, não será possível evitar totalmente o fechamento de empresas, a queda do faturamento e dificuldade de acesso ao crédito, o que tornará os empresários mais cautelosos, com efeitos negativos diretos sobre o PIB.

 

Caso as medidas de auxílio econômico não sejam eficazes, a queda do PIB poderá ser maior. Em um cenário pessimista, a queda do PIB alcançará 7,3%, com queda de 7% do PIB industrial.

 

Na avaliação da CNI, o Estado precisa continuar na busca pela redução da dívida pública, comprometido com o equilíbrio fiscal e com o controle da inflação, para aumentar a confiança no país e a atração de investimento. O governo terá o desafio, ainda, de conciliar essas metas com uma política fiscal expansionista, ainda que controlada, com redução da carga tributária e aumento dos investimentos públicos. Para sair da crise de forma sustentada, é preciso manter a agenda da competitividade. Essa agenda, ainda que apresente poucos resultados de curto prazo, é fundamental para a atração de investimentos e para o crescimento de longo prazo.

 

Acesse o Informe Conjuntural, com a visão da CNI sobre a economia brasileira em 2020, clicando a