Rede desenvolve receita de sorvete fatiado

Esta franquia fatura com sorvete fatiado

A Slice Cream desenvolveu uma receita que permite fatiar o gelato, sem derreter. A rede deve terminar o ano com dez unidades

Nos últimos vinte anos, Eduardo Schlieper, fundador da Slice Cream, sempre esteve envolvido com o ramo de sorvetes de alguma forma. Em 2002, quando trabalhava na Parmalat, ele atuava na franquia de gelatos da empresa. “Fiquei encantado com o poder do sorvete, como ele está ligado sempre a um momento de alegria. É um presente para si mesmo ou para outras pessoas. Isso me encantou muito”, diz.

Depois, ele também passou pela Nestlé e pela Danone. Todas as experiências fizeram com que ele pensasse na criação de um negócio próprio ligado ao sorvete, mais especificamente ao gelato. “Eu sempre trabalhei com marketing, sempre era a pessoa que trazia a inovação, e tinha uma retaguarda muito grande. Consegui dar meu voo empreendedor solo, sem depender de grandes marcas.”

 

Gelato em fatias

Schlieper não queria criar apenas “mais uma gelateria”, mas algo com um conceito diferente. “O mundo da gelateria sempre foi muito romântico, mas não tinha muita novidade. Víamos uma marca nova nascendo sempre, mas nunca ninguém desafiou esse mercado”. Ele teve a ideia de transformar os gelatos em cápsulas e proporcionar um maior aproveitamento do sabor, ao fatiá-las. Para isso, seria necessário criar uma consistência que permitisse o corte da massa, sem derreter.

Para pensar em como proporcionar uma experiência diferente para o consumidor, Schlieper contratou um chef do tempo da Parmalat, que o ajudou a desenvolver a receita que tinha em mente. Os testes levaram oito meses. Paralelamente, ele concebeu o equipamento que cortaria a massa, chamado de Slicer, que demorou dez meses para ficar pronto. O investimento total nesse processo foi de R$ 2 milhões, de acordo com o empreendedor.

O sorvete é ultracongelado a -30ºC, em formato de cápsula. Para que seja possível cortar em finas lâminas, todo o ar é retirado da massa. Ele explica que o ar ajuda o sorvete a ter mais volume, mas a ideia era valorizar o sabor.

Inverno e bebidas instagramáveis

O empreendedor também pensou nos meses mais frios, nos quais o gelato pode não trazer o mesmo faturamento para o franqueado. Ele criou um cardápio de bebidas quentes, incluindo um nitrochá, que recebe uma injeção de nitrogênio para deixá-lo mais leve. Também há bebidas que podem vir personalizadas, com a impressão de fotos, imagens ou frases escolhidas pelo cliente.

 

Franquia e expansão internacional

A primeira loja da Slice Cream inaugurou em dezembro do ano passado. Era uma operação piloto no Shopping Taboão. Depois, o primeiro quiosque oficial abriu as portas no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. No total, já são quatro lojas em funcionamento, sendo três franquias. Até o final do ano, ele espera chegar até dez.

Para o ano que vem, Schlieper já tem a previsão de abrir duas lojas internacionais, em Miami e Orlando, nos Estados Unidos. Elas serão abertas no mês de abril e a Slice Cream vai encerrar o ano com 150 operações no total. Ele acredita que esse número será alcançado pela simplicidade da operação e baixo valor de investimento. “É um conceito que inova e, ao contrário da maioria das vezes, é o Brasil que exporta a inovação e experiência para outros países. Lá eu tenho muitos investidores que estão a fim de apostar nesse conceito”, afirma.

O investimento inicial na franquia é de R$ 169 mil, incluindo taxa de franquia, capital de giro e equipamentos. O faturamento mensal estimado é de R$ 50 mil, com um retorno de 12 a 24 meses.

(Fonte: Pequenas Empresas, Grandes Negócios – Por Paulo Gratão / Foto: Agen Publicidade)